Nós em Londres


Parabens a mim,
Setembro 30, 2007, 3:54 pm
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Nao me quero alongar nisto, é só um dia.

Acordei com a visita de um professor de guitarra, com os amigos e os pais ao telefone.

Adormeci com pizza a mais no estomago e com família a menos. Hoje já tenho 29 anos.

Estou feliz e estou em paz – o pior já passou.

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1st Nascent Meeting
Setembro 24, 2007, 10:48 am
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NASCENT, para os mais desatentos, é o nome da Rede Europeia a que pertenço.

Estamos espalhados por oito países da Europa, e em Israel. Fazemos panelinha com a Kodak e com a PolyIntell. Estivemos em alegre cavaqueira durante os dez dias mais divertidos da minha carreira científica. E finalmente encontrámos noutros desterrados a mesma fome de raízes e país, e fizémos um juntos – um país móvel, onde podemos enfim compreender as piadas intraduzíveis, onde podemos ter nostalgias bem e mal resolvidas, um país onde não se come feijões ao pequeno-almoço.

AS fotos estao aqui: CLICAR



Pessoal,
Setembro 19, 2007, 10:37 am
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Não é que seja difícil escrever, mas a esta altura já percebi que escrever não ajuda – não é isso que tira kilómetros e dias à distância – e por isso cansam-se as teclas e as chatices envolvem-me os dedos, as filosofias começam-se a desfazer em passes de autocarro, é mais fácil assim.

A vida toma conta da vida, e gente deixa-se ir com ela onde ela nos leva, até sabermos o que de melhor teremos a fazer. Isso demora tempo -às vezes duas semanas, às vezes mais. Ajuda saber a presença de um imaginário receptor  quando se envia uma mensagem numa garrafa, mas a vida de náufrago mantém-se cheia das mesmas coisas, e ao fim de um momento é melhor que todos saibamos que é esta a minha ilha – é aqui que estou.

E assim sou mais feliz. Finco os pés onde estou e digo: Quero ser feliz agora.

Finco os pés e: Começo tudo outra vez.

Finco os pés: É aqui que estou, é aqui que quero estar.

Por isso abraçar a distância de novo é possível. Mitiga-se a dor porque a ferida não arde com a presença  de um corpo estranho – antes se reconhece num coxear interno, que  antecipa as trovoadas e os dias de chuva, mas que é da casa, é nosso, não faz impressão.

E vai-se à vida, e percebem-se os melhores caminhos de camioneta, a mercearia com o melhor pão, o senhor que sabe que o meu café é curto, com leite e uma de açucar. E faz-se a casa, e faz-se a escolha, os amigos, o amor, sem ligar ao que fomos para não se abafar à nascença o que somos.

Faremos o melhor que sabemos, com o tanto que não sabemos. E contamos convosco para o resto.

Até já.

Rita.

…e se tudo correr bem esta casinha cibernética vai ter mais visitas minhas a partir de agora.



Há greve em Londres
Setembro 5, 2007, 12:37 am
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Uma das poucas segundo me dizem.

Não vai metro para lado nenhum. O que quer dizer que os sete milhões de pessoas que cá vivem e  os doze milhões que atravessam a cidade todos os dias se estão a acotovelar nas camionetas desde as primeiras horas ( as horas indecentes) da manhã.

Vai ser bonito, vai.

De momento tenho os 20 estrangeiros  que estão na minha Universidade para fazer uma Escola de Verão com o nosso grupo  atrás de mim com mapas e propostas delirantes de ir de Mile End até Oxford Circus a pé, que é quase ir da Baixa (Lisboa) até à Telheiras à la pata. Do Colombo até Almada, basicamente. Ou seja, é.. uma animalidade é o que é.

Ninguém tem para aí um electrico que me empreste?

Uma trotinete? Um daqueles tenis com rodinhas?

R.